Avanço da influenza A mantém Brasil em alerta, aponta Fiocruz

Publicada em: 02/04/2026 17:21 -

Joédson Alves/Agência Brasil 

 

Boletim InfoGripe revela aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em várias regiões; vírus influenza A, VSR e rinovírus lideram ocorrências e mortes.

 

O Brasil continua registrando crescimento expressivo dos casos de influenza A. De acordo com a mais recente edição do boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste encontra-se em estado de alerta devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que apresenta risco ou alto risco com tendência de aumento.

 

O documento aponta que o influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus são os principais agentes responsáveis pelos quadros de SRAG, podendo levar a óbito nos casos mais severos.

 

Segundo os dados do InfoGripe, referentes às quatro últimas semanas epidemiológicas e divulgados na quarta-feira (1º), 27,4% das amostras positivas foram para influenza A; 1,5% para influenza B; 17,7% para VSR; 45,3% para rinovírus; e 7,3% para Sars-CoV-2 (covid-19).

 

No mesmo período, entre os registros de mortes com resultado positivo, as proporções foram: 36,9% para influenza A, 2,5% para influenza B, 5,9% para VSR, 30% para rinovírus e 25,6% para Sars-CoV-2. A Fiocruz informou que o levantamento se refere à Semana Epidemiológica 12, que abrange os dias 22 a 28 de março.

 

Vacinação

 

Diante do cenário, os pesquisadores reforçam a urgência da imunização contra a influenza, facilitada pela Campanha Nacional de Vacinação, iniciada no último sábado (28) justamente nas regiões onde os casos mais avançam.

 

Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a campanha segue até 30 de maio, oferecendo a vacina gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

 

A pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella destacou: “É fundamental que pessoas dos grupos prioritários — como idosos, crianças, portadores de comorbidades, profissionais da saúde e da educação — mantenham a vacina contra a influenza em dia”.

 

Ela também alertou gestantes a partir da 28ª semana sobre a importância de se vacinarem contra o VSR, garantindo proteção aos recém-nascidos.

 

Tatiana Portella recomendou ainda o uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração, especialmente para integrantes de grupos de risco, nos estados com evolução da SRAG. Também reforçou medidas de higiene, como lavagem frequente das mãos.

 

“Ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento. Caso não seja possível, a recomendação é sair de casa utilizando máscara de boa qualidade, como PFF2 ou N95”, concluiu a pesquisadora.

FONTE: Kadoshwr com informações da Agência Brasil 

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