Forte terremoto de magnitude 7,5 atinge o litoral nordeste do Japão; tsunami de até 3 metros é previsto

Publicada em: 20/04/2026 19:50 -

Gerado por IA Círculo de Fogo do Pacífico

 

Moradores devem deixar imediatamente as áreas costeiras; tremor foi sentido até em Tóquio, e especialistas explicam por que o país é um dos mais afetados do mundo por esse tipo de fenômeno.

 

Na última segunda-feira (20), um terremoto de magnitude 7,5 abalou a costa nordeste do Japão, levando as autoridades a emitirem um alerta para a chegada de ondas gigantes. Mesmo a centenas de quilômetros do epicentro, prédios na capital Tóquio chegaram a balançar com o tremor.

 

O abalo teve origem no Oceano Pacífico, a uma profundidade de 10 km. As autoridades orientaram a população a deixar imediatamente as regiões litorâneas, já que há previsão de tsunamis com até 3 metros de altura. O Japão fica no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, a maior zona de atividade sísmica do mundo, conhecida pela alta frequência de terremotos.

 

Mas o que é exatamente o Círculo de Fogo do Pacífico e como ele se relaciona com esse evento?

 

Trata-se de uma imensa faixa em formato de ferradura que se estende por 40 mil quilômetros ao redor do Oceano Pacífico, concentrando a maior parte dos tremores e erupções vulcânicas do planeta. Essa região abriga cerca de 75% dos vulcões ativos e aproximadamente 90% de todos os terremotos registrados no mundo, atravessando países como Japão, Indonésia, Chile e Estados Unidos.

 

Essa intensa atividade sísmica é causada pelo movimento das placas tectônicas — grandes blocos que compõem a crosta terrestre. No Círculo de Fogo, essas placas se encontram e interagem com frequência. Muitas vezes, uma placa é forçada para baixo da outra em um processo chamado subdução, o que gera enorme acúmulo de pressão. Quando essa pressão é liberada de repente, ocorre um terremoto. Em regiões elevadas ou próximas aos limites entre placas, o risco é ainda maior: de cada dez tremores no mundo, nove acontecem dentro do Círculo de Fogo.

 

E por que o Japão é tão vulnerável?

 

O país está situado no encontro de quatro grandes placas tectônicas: a Placa do Pacífico, a Placa das Filipinas, a Placa Eurasiática e a Placa Norte-Americana. Essa confluência torna o território japonês extremamente suscetível a abalos, posicionando-o em uma das zonas sísmicas mais ativas do globo.

 

O Japão é um dos países que mais sofrem com terremotos no mundo — podendo registrar um tremor a cada cinco minutos. Cerca de 20% dos abalos de magnitude igual ou superior a 6 que acontecem em todo o planeta ocorrem em território japonês. Por ano, o país enfrenta milhares de terremotos, a maioria de pequena intensidade e sem grandes consequências, mas alguns podem ser fortes e causar destruição.

 

Devido a essa instabilidade geológica, o Japão desenvolveu sistemas de alerta antecipado altamente avançados, capazes de avisar a população segundos antes de um tremor intenso, além de edifícios com estruturas resistentes a abalos e infraestruturas adaptadas para lidar com esses eventos.

FONTE: Kadoshwr com informações do IG último segundo 

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