Abear alerta para impactos “severos” na aviação civil após alta de 55% no preço do querosene de aviação definida pela Petrobras

Publicada em: 01/04/2026 17:40 -

Marcelo Camargo/ Agência Brasil/Arquivo 

 

Associação representa as principais empresas aéreas do país e afirma que o combustível já responde por quase metade dos custos operacionais do setor.

 

O aumento de 55% no valor do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras nesta quarta-feira (1°) deve trazer “consequências graves” para o setor aéreo, afetando principalmente a criação de novas rotas e a disponibilidade de serviços. O alerta foi feito pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que reúne as maiores companhias do país.

 

De acordo com a entidade, somando esse reajuste ao acréscimo de 9,4% já aplicado desde 1º de março, o combustível passará a representar 45% dos custos operacionais do setor.

 

“A medida prejudica severamente a ampliação de rotas e a oferta de serviços, limitando a conectividade nacional e o acesso da população ao transporte aéreo”, declarou a Abear em nota.

 

A associação destacou ainda que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, o preço segue a lógica da paridade internacional. “Isso potencializa os reflexos das variações do barril de petróleo no mercado nacional, ampliando os efeitos de crises externas sobre os custos das empresas aéreas”, completou.

 

A Abear representa as companhias Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express.

 

Parcelamento

 

Para amenizar os efeitos da elevação anunciada, a Petrobras informou que dividirá o reajuste do QAV. Distribuidoras que abastecem a aviação comercial poderão optar por arcar com um acréscimo imediato de 18% e quitar o restante em até seis parcelas, com início em julho.

 

O preço do querosene de aviação é revisado mensalmente pela estatal, sempre no primeiro dia do mês. O novo aumento ocorre em meio à disparada do barril de petróleo no cenário internacional, impulsionada pelo conflito no Irã.

 

Em março, a alta média havia sido de aproximadamente 9%, enquanto em fevereiro o preço registrou queda de 1%. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os combustíveis atualmente representam cerca de 30% da estrutura de custos do setor aéreo.

FONTE: Kadoshwr com informações da Agência Brasil 

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