Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
Feijão, tomate, carne e leite puxaram os reajustes; Manaus registrou a maior variação, enquanto São Paulo segue com o valor mais elevado do Brasil.
O custo da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais brasileiras ao longo do mês de março, de acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A maior alta foi registrada em Manaus (7,42%), seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).
No acumulado de 2026, todos os centros urbanos também apresentam avanço nos preços, com índices que vão de 0,77% (São Luís) a 10,93% (Aracaju). O feijão foi o grande vilão do período, com valorização em todas as cidades analisadas. O grão preto ficou mais caro nas capitais da região Sul, além de Rio de Janeiro e Vitória, com aumentos entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o feijão carioca, presente nas demais capitais, subiu de 1,86% (Macapá) a 21,48% (Belém). A pesquisa aponta que a elevação decorre da redução na oferta, provocada por dificuldades na colheita. Tomate, carne bovina de primeira e leite integral também tiveram altas no período.
Cesta mais cara: São Paulo lidera o ranking com valor médio de R$ 883,94, seguido por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste, onde a composição dos itens é distinta, os menores custos médios aparecem em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).
Com base no valor da cesta mais cara (São Paulo) e no preceito constitucional de que o salário mínimo deve atender a despesas como alimentação, moradia, saúde, educação, lazer e previdência, o Dieese estima que o piso salarial necessário em dezembro seria de R$ 7.425,99 — o equivalente a 4,58 vezes o mínimo atual de R$ 1.621,00.
FONTE: Kadoshwr com informações da Agência Brasil


